O sargento Márcio Alves, da Polícia Militar do Rio de
Janeiro, narrou há pouco o momento em que se defrontou
com o atirador Wellington Menezes de Oliveira. O homem de
23 anos matou mais de dez pessoas na Escola Municipal
Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro.
Alves contou que estava em uma operação a dois quarteirões
da escola quando um estudante baleado veio correndo e lhe pediu socorro.
O policial entrou na escola e ainda viu o homem em ação.
Segundo Alves, Wellington se preparava para ir para outra
sala de aula quando avistou o policial, virou-se contra ele e
começou a atirar. O policial revidou e acertou a perna de Wellington,
que caiu de uma escada, atirou contra a própria cabeça e morreu.
“Ele cometeu suicídio”, relatou Alves.
“Havia boatos de que teria um segundo elemento.
Sai pela escola à procura desse segundo elemento.”
Alves tem 18 anos de Polícia Militar e disse guardar a
sensação de dever cumprido. “Impedi que ele chegasse
ao outro andar e fizesse mais vítimas, mesmo assim há
uma sensação de tristeza pelas crianças. É uma cena que
não vai sair fácil da memória”, disse o policial. “Se eu tivesse
chagado cinco minutos antes poderia ter evitado outras mortes.”
Sem antecedentes – A chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro,
delegada Marta Rocha, afirmou que Wellington Oliveira, ex-aluno
da Escola Tasso da Silveira, não tinha antecedentes criminais.
De acordo com Marta, o homem aproveitou as comemorações
dos 40 anos das escolas, quando ex-alunos estavam dando
palestras aos estudantes, para se fazer passar por um dos palestrantes.
Ele foi reconhecido como ex-aluno por uma professora e entrou
na escola sem dificuldade. Ele foi então para uma sala de aula,
atirou contra as pessoas que lá estavam, foi para outra sala e
continuou o ataque. “Daqui para frente estamos investigando”,
disse a delegada.
A apuração do crime está sob responsabilidade da Divisão de
Homicídios. Policiais já estão ouvindo depoimentos de pessoas
que estavam no local do atentado e familiares das vítimas.
Equipes trabalham para investigar de onde vieram as armas e
munições usadas por Wellington e detalhes do passado do homem.
Marta Rocha disse que foi providenciado reforço no Instituto Médico
Legal (IML) e no necrotério. Segundo a delegada, a polícia ainda está
fazendo exames periciais no local, que ficará interditado por tempo
indeterminado, a disposição da perícia criminal.
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