Foto:Igor de Melo
Em abril, eram 27 as cidades que registravam óbitos ou alta incidência de casos de dengue. Mortes já são 39A quantidade de cidades cearenses em epidemia de dengue cresceu. Agora são 35 os municípios que contabilizam mortes em decorrência da doença ou incidência de casos superior a 300 por 100 mil habitantes, critérios usados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) para classificar surto epidemiológico. No começo de abril, eram 27 as cidades com epidemia. O levantamento foi feito pelo O POVO a partir dos dados do boletim semanal da dengue, divulgado ontem pela Sesa.
Apesar do crescimento dos municípios com epidemia, o coordenador de Promoção e Proteção à Saúde do Estado, Manoel Fonsêca, diz que não há cidades com “situação fora de controle”. “Está havendo tendência de redução de casos. Ainda não é possível afirmar, mas é possível que a gente esteja saindo da fase crítica”, comenta. A presença dos carros fumacê pode ter contribuído para essa redução, diz Fonsêca.
A quantidade de óbitos, porém, continua preocupando, afirma o coordenador da Sesa. O boletim indica quatro novas confirmações de morte por dengue no Estado. Agora são 39. Três foram em Fortaleza e uma em Monsenhor Tabosa, a 319 quilômetros da Capital, cita o médico. Trinta e um óbitos seguem sob investigação. 17.066 casos da doença foram confirmados até agora. São 7.502 só em Fortaleza, que já tem 15 mortes por dengue hemorrágica e dengue com complicação.
Interior
Monsenhor Tabosa está no topo do ranking de municípios com incidência alta de casos. São 1.537,3 casos por 100 mil habitantes. A coordenadora de atenção primária do Município, Ademária Timóteo Rosa, comenta, entretanto, que o número está caindo. “Trabalhamos com palestras nas praças e em algumas áreas de bairros, associações, sindicatos, mutirões. A gente pensa a longo prazo”, diz.
Além disso, um projeto do Município prevê premiar cidadãos que cuidem corretamente de casa para combater o mosquito. Ademária cobra mais carros fumacê para Monsenhor Tabosa. “É uma carência. Queríamos ciclos semanais, mas aqui só teve duas vezes. Sentimos necessidade”, comenta.
Em Itapipoca, o empenho de todos garantiu a redução dos casos nas últimas semanas, garante o coordenador de controle das endemias do Município, Assis Siqueira. “Jamais paramos de trabalhar e hoje não temos mais problema de dengue em Itapipoca. Já passou, mas o acumulado do ano repercute”, diz. Em abril e maio, a cidade contabilizou apenas 2 casos. Porém, a incidência ainda é alta: 810. “A população muitas vezes não faz a sua parte”, comenta Assis.
Fonte:Mariana Lazari
marianalazari@opovo.com.br
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